Cromwell fala sobre sua personagem em Jurassic World 2

Benjamin Lockwood é Atherton?

Analisamos o que ele disse e já temos várias hipóteses sobre como deve ser sua participação – ALERTA DE SPOILER!

Em uma entrevista a Larry King, o ator James Cromwell disse que interpretará um parceiro da InGen, alguém que colaborou para o desenvolvimento da tecnologia de clonagem de dinossauros. Isso nos faz pensar que ele trabalhou em conjunto com John Hammond para criar não somente a InGen, mas também o parque que vimos no primeiro filme.

Outra informação importante é que seu nome no filme será Benjamin Lockwood. Logo, ele será proprietário da mansão Lockwood, onde provavelmente se encontra aquele museu que vimos na imagem divulgada pela produção, essa aqui, ó:

jw2

Isso nos faz pensar: como Lockwood poderia ter participado das fases anteriores, da criação da InGen, de seu relacionamento com Hammond e com  Peter Ludlow? Qual teria sido a sua contribuição para o parque original da Nublar? Como ele se encaixa na transição da InGen das mãos de Hammond para as mãos de Masrani? E, conforme já havíamos apontado, qual seria seu interesse no transporte dos animais para fora da Isla Nublar, seria para protegê-los ou para explorá-los? A InGen basicamente faliu após o primeiro acidente na Nublar e os eventos de Mundo Perdido. E ainda não sabemos se não foi ele que incentivou o Ludlow, não sabemos qual era o poder dele dentro da empresa também.

No livro original de Crichton, Hammond, apesar de seu protagonismo na InGen, não atua sozinho. Ele tem um time de acionistas, em sua maioria japoneses (resquícios da época em que Crichton escreveu Sol Nascente?) que investiam pesadamente e acompanhavam o projeto do parque na Nublar. Se encaixaria Lockwood nesse contexto? Seria ele um entusiasta e investidor da InGen? Aliás, falando no primeiro livro, veja esse trecho, e preste atenção ao nome “Atherton”:

“O elefante [em miniatura] sempre fazia o maior sucesso. Seu corpo miúdo, pouco maior do que o de um gato, prometia maravilhas inimagináveis do laboratório de Norman Atherton, o geneticista de Stanford que se associara a Hammond naquela nova aventura.
[…]
Atherton fora incapaz de duplicar o elefante miniatura, por mais que tentasse. E todos os que o viam queriam ter um. Além do mais, o animalzinho se resfriava facilmente, em especial durante o inverno. Quando a pequena tromba começava a pingar Hammond se apavorava. Por vezes o elefante prendia as presas entre as barras da jaula, e rugia irritado, tentando se libertar. As infecções na parte próxima às presas eram freqüentes. Hammond temia que o bicho morresse antes que Atherton providenciasse um substituto.
[…]
Embora Hammond falasse com segurança em faturar sete bilhões de dólares de receita bruta em 1993, seu projeto era puramente especulativo. O velho tinha visão e entusiasmo, mas não havia nenhuma garantia de que seu plano pudesse funcionar. Principalmente porque Norman Atherton, o cérebro por trás da idéia, estava com câncer avançado — este o detalhe final que Hammond jamais mencionava.
[…]

Em outros tempos, Hammond escutava o que Wu dizia com toda a atenção. Especialmente quando o contratara, na época em que Henry Wu não passava de um pós-graduando de vinte e oito anos, preparando sua tese de doutorado em Stanford, no laboratório de Norman Atherton.
A morte de Atherton levara a consternação e a confusão ao laboratório. Ninguém sabia o que poderia acontecer com os recursos para as pesquisas em curso. Havia muita incerteza.
[…]
Duas semanas depois do enterro, John Hammond visitara Wu. Todos no laboratório sabiam que Atherton tinha alguma espécie de sociedade com Hammond, mas os detalhes nunca ficaram muito claros. “

Será que Benjamin Lockwood é a versão cinematográfica de Atherton?

Ou talvez Hammond e Lockwood brigaram e o segundo incentivou um certo personagem a pegar os embriões? Isso seria interessante! Lembrando que NUNCA EXISTIU a BioSyn nos filmes e até hoje ninguém citou que a responsável pela sabotagem do primeiro parque era outra empresa. Imagine o seguinte: Lockwood ajudou a desenvolver a tecnologia, mas não queria usar os animais apenas em um parque. Brigaram, Hammond deu um jeito de chutá-lo e desde então ele vem mexendo os pauzinhos para pegar tudo de novo. É um conceito muito interessante.

E o fato de Lockwood ser uma personagem antiga do contexto da história (ou seja, envolvido com a InGen desde seus primórdios), basicamente explica como Wu e Malcom se encaixam na nova história. Quem mais conhece a InGen e o Hammond desde sempre? O Wu e o Malcolm com certeza devem conhecer ele, o Wu principalmente. Isso faz ser meio lógico que ele esteja se relacionando com o Wu em segredo.

Uma coisa é fato: dessa vez eles realmente se importaram em criar uma história mais intrincada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *