14 cenas da franquia Jurassic Park em que o CGI é perfeito

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Todos sabemos que Jurassic Park foi revolucionário para a história do cinema, pois pela primeira vez viu-se na tela animais 100% gerados em computador, e isso foi feito com tamanha qualidade que em sua aparência na tela dificilmente se pode encontrar algum defeito. Claro, há aquelas tomadas em que percebemos alguma imperfeição do CGI, mas em várias cenas o trabalho de animação em pós-produção foi tão bem feito que mesmo depois de vinte anos, em alta definição e em 3D, ainda nos impressionamos com o realismo dos dinossauros. Listamos 14 cenas da franquia em que o CGI é impecável, confira.

Selecionamos os melhores momentos de cada filme, aquelas cenas em que é muito difícil encontrar algum defeito no CGI. Algumas cenas muito boas ficaram de fora, mas apenas porque os olhos mais aguçados encontraram pequenas falhas nelas.

Jurassic Park

Rexy caminha entre os dois carros

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Talvez na cena mais impactante da franquia, ficamos boquiabertos com a qualidade do CGI nesta tomada de poucos segundos. Sentimos o peso do animal, sua potencia muscular, sua capacidade de transpor uma boa distância com apenas um passo. A forma como o farol do carro ilumina a pele do animal é extremamente realista. E ficamos apavorados com essa boca cheia de dentes afiados. Não só uma cena importante para a franquia, mas um marco na história do cinema.

Rexy persegue o jipe

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Neste cena, a inserção da Tyrannosaurus rex no ambiente da estrada é perfeito. Ela realmente parece estar lá. A interação com o jipe, no momento em que ela dá uma cabeçada na lateral do veículo, é muito boa. E a árvore que destrói o para brisas do carro e, na sequência é destruída pelo dinossauro, também parece fazer parte do cenário. Mais uma cena que chocou o público em 1993, pelo realismo impressionante.

Raptoras e Rexy na rotunda

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O clímax do filme sempre tem uma carga emocional forte. Mas analise friamente essa cena. As raptoras e a Rexy estão perfeitamente inseridas no ambiente do Centro de Visitantes. Quando a primeira raptora se prepara para saltar sobre os personagens, sentimos seus músculos se contraírem para acumular energia para o salto – uma tomada impressionante. Depois, durante a luta entre a Rexy e “the big one” (a raptora líder), vemos todos os detalhes da pele de ambas as criaturas. Vemos as feridas no couro da Rexy, vemos sua língua e boca com sangue durante o urro final. É admirável. A falha em um dos quadros – em que a raptora some da boca da Rexy – é imperceptível em tempo real, então não desabona a cena.

O Mundo Perdido

 Os Stegosaurus surgem

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Esta cena chama a atenção para o qualidade de detalhes da pele dos dinossauros, a sensação de peso e massa que o CGI nos transmite e a forma realista como a luz interage com as placas dorsais dos dinossauros.

O casal de T. rex parte o Eddie ao meio

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Mais uma cena na chuva, difícil de animar em CGI. Mas a ILM caprichou nesta cena. Foi a morte mais violenta da franquia? Coitado do Eddie (Richard Schiff) que não pôde ver tudo do mesmo ângulo que nós.

Compys e Dieter

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Os Compsognathus têm seus bons e maus momentos. Nem sempre seus animatrônicos são convincentes, nem sempre seu CGI. Mas na cena em que atacam Dieter Stark (Peter Stormare), numa alusão ao ataque que Hammond sofreu no primeiro livro, o comportamento em grupo desses dinossauros é admirável. A forma como se deslocam como uma massa, reagindo coletivamente às pedras lançadas por Dieter, nos lembra peixes em um aquário ou pássaros voando em bando. A postura orgulhosa, os saltos e corridas rápidas desse dinossauro ficaram perfeitos.

T. rex em San Diego

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A cena é um tanto polêmica, muitos gostam e outros a detestam, mas em termos técnicos ninguém a critica. Nela vemos o Tyrannosarus rex macho perfeitamente encaixado em cenas complexas, com veículos, pessoas e a própria câmera em movimento. O trabalho de iluminação é complexo e bem feito, repare como as luzes do semáforo (que foi mordido pelo rex) iluminam seu focinho. Ou como a fumaça que sai do ônibus golpeado o envolve de forma totalmente realista. Nela também temos várias tomadas do dinossauro em velocidade, e podemos ver detalhes da corrida dele que não são tão evidentes nas demais cenas da franquia.

Jurassic Park ///

T. rex vs Spinosaurus

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Independente das preferências pessoais acerca do desfecho dessa luta, ninguém pode reclamar que a ILM fez um mal trabalho com o CGI desta cena. Mais uma vez, a sensação de peso dos animais é extremamente realista, conseguimos ter uma noção clara da agilidade dos dois animais, mas, ao mesmo tempo, percebemos quais são as limitações de movimento que cada um possui. A iluminação de seus corpos é muito bem feita e podemos notar todos os detalhes da pele e dos músculos deslizando sobre o couro. Uma cena ímpar feita pela ILM.

Ankylosaurus

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Esta cena também é bastante curta, mas não pode deixar de ser mencionada. Os Ankylosaurus pastando possuem detalhes de escamas muito bem feitos e suas cores mostram um equilíbrio interessante entre o discreto e o chamativo.

Pteranodons em voo

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Nesta que é, segundo a maioria, a melhor cena de Jurassic Park ///, o que chama a atenção é a dinâmica veloz dos pterossauros em voo. Eles lembram pequenos aviões de guerra em rasantes, em movimentos agressivos e assustadores. Com essa cena Joe Johnston conseguiu saciar a sede dos fãs por uma boa cena com répteis voadores. Um bônus para a animação das paredes do penhasco, que em algumas tomadas também foram feitas em CGI.

Jurassic World

Indominus rompe o portão e procura Owen embaixo do caminhão

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A equipe de pós-produção de Jurassic World deu a maior parte de sua atenção para a animação da Indominus rex. Naturalmente, pois ela foi a personagem principal do último filme. Os melhores CGI do filme são claramente dedicados ao dinossauro híbrido, especialmente nas cenas da primeira metade do filme. Selecionamos esta cena porque nela podemos ter uma boa visão do tamanho, peso e conjunto de movimentos da Indominus e, obviamente, porque o CGI destas tomadas são impressionantes. Chamamos a atenção para a qualidade excepcional do CGI no momento em que o pé da Indominus aparece se choca contra o solo, quando ela se afasta do Owen (Chris Pratt), no fim da cena.

Indominus vs Ankylosaurus

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A sequência em que a I. rex entra em combate com a manada de Ankylosaurus também chama a atenção pela qualidade do CGI. Podemos notar todos os detalhes dos animais e os ferimentos produzidos pelos golpes da predadora. Ressaltamos a sensação de esforço que a Indominus passa quando faz força para jogar a Ankylosaurus de costas no chão. Esta cena está entre as favoritas dos fãs.

Mosasaurus e Zara

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As cenas em que a Mosasaurus aparece também são um trabalho impressionante de CGI. Principalmente porque fazer a animação de espirros de água sempre foram um desafio (em muitos casos, mal sucedido) para equipes de efeitos especiais. Chamamos a atenção para a tomada em que vemos a morte da Zara Young (Katie McGrath) – mais violenta que a de Eddie Carr? – Tanto a pterossaura, quanto a Mosasaurus quanto toda aquela água espirrando foram perfeitamente animadas, podemos ver detalhes impressionantes do couro dos animais. E o movimento da réptil ao voltar para água é uma tomada memorável.

Rexy, Blue e Indominus

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Talvez esta tenha sido a jóia da coroa da ILM na pós-produção de Jurassic World. A interação entre os animais, a iluminação e sensação de peso, a forma como as construções se danificam com os golpes dos animais, a diferença de estilo de luta entre os grandes (pesados e fortes) e a Blue (ágil e precisa)… tudo isso dispensa maiores comentários.

Bônus: Indominus na cachoeira

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Não poderíamos deixar de incluir essa tomada. É muito bonita, consequência não somente da qualidade do CGI, mas também pelo belo trabalho do editor de fotografia.

Um comentário sobre “14 cenas da franquia Jurassic Park em que o CGI é perfeito

  1. A I rex na cachoeira, em 3D é incrível. Quando ela passa por traz da caminhonete e come o carinha lá, dá pra ver a contração dos músculos da calda. Hiper realista. Pra mim, o melhor 3D em filmes que não são animação.

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