8 razões para Jurassic World 2 usar animatrônicos

 

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O Stan Winston Studios prepara os animatrônicos de Velociraptor para as filmagens de O Mundo Perdido

Colin Trevorrow afirmou que, se não fosse sua insistência em produzir o animatrônico do Apatosaurus para Jurassic World, os dinossauros filme seriam inteiramente feitos em CGI. Muitos fãs protestam pelo não uso desta ferramenta, enquanto outros afirmam que hoje não é mais necessária, devido ao avanço do CGI. Listamos os principais argumentos daqueles que defendem o retorno dos animatrônicos em Jurassic World 2.

Para nós fãs é muito mais bacana poder assistir aos extras com os robôs no cenário, sem contar que gera muitas fotos para serem admiradas. Assistir aos extras com pessoas vestidas de verde e máscaras sem cor imitando um dinossauro… não é tão legal assim. E não dá para deixar de mencionar o orgulho que sentimos por sermos referência em efeitos digitais, bem como em animatrônica, produzindo trabalho de excelente qualidade. As razões para manter animatrônicos são:

1. Animatrônicos têm melhor aparência em close

 

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Animatrônico do Spinosaurus, usado em Jurassic Park ///

Este é um motivo frequentemente citado para que a franquia Jurassic Park não abandone o uso de animatrônicos. Nos momentos em que os filmes anteriores mostravam os dinossauros em close, quase sempre a opção adotada não era o CGI. Detalhes das escamas, variações mínimas da coloração e textura, criados pelas mãos talentosas do Stan Winston Studios fazem toda a diferença nesses momentos.

 

2. Ajuda na atuação por estar no set de filmagens

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Lex (Ariana Richards) e Tim (Joseph Mazzello) reagem bem às investidas da Rexy, em Jurassic Park

A presença imponente de um dinossauro real, em movimento, reagindo à interpretação dos atores certamente ajuda a dar realismo às cenas. Atuar em um cenário vazio, ou pior, em frente a uma tela verde, exige muito mais da criatividade dos atores. E nem sempre a colagem dos movimentos do ator coincide perfeitamente com o movimento do dinossauro de CGI, e este problema não ocorre quando se usam animatrônicos.

 

3. As equipes de pós-produção não têm tempo de deixar o CGI impecável

 

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Exemplo de CGI com resultado pouco realista, de Jurassic Park

No primeiro Jurassic Park, como a Industrial Light and Magic (ILM) ainda estava insegura quanto a qualidade final do CGI, adotou a seguinte estratégia para a animação e ambientação dos dinossauros: enquanto o resultado final não estivesse livre de falhas, os animadores retornariam aos computadores e corrigiriam as falhas até que o filme ficasse perfeito. Como no primeiro filme haviam poucos minutos de dinossauros em CGI, a equipe da ILM pôde dedicar bastante tempo a estas cenas, e o resultado é este em que o CGI de quase todas as cenas ainda é considerado de excelente qualidade, mesmo produzido há 23 anos atrás.

Como no último filme da franquia haviam muitos minutos de imagens a serem produzidas por CGI, em uma agenda de pós-produção bastante curta, a exclusividade do trabalho foi retirada da ILM e várias empresas de efeitos especiais foram contratadas para, cada uma, ficar responsável por um número de cenas. A distribuição destas cenas para equipes diferentes resultou em efeitos cuja qualidade de animação, textura e ambientação do CGI não estavam homogêneas. A agenda apertada também contribuiu para que o CGI de algumas cenas não ficassem com a qualidade desejada.

 

4. Os animatrônicos ficam sujos

 

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Stan Winston, Steven Spielberg e Phil Tippett com o Triceratops doente (e sujo!) de Jurassic Park

Por mais que se simule a sujeira em computador, o aspecto de um objeto real sujo, dá sempre um efeito mais realista na película final. Repare que os dinossauros feitos em CGI são sempre limpos demais, como que se vivessem flutuando sobre a lama das ilhas Nublar e Sorna. Spielberg deliberadamente pediu que a equipe de produção sujasse o Triceratops doente, do primeiro filme, para deixar toda a cena mais realista.

 

5. Há o problema de iluminação

 

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Eddie Carr (Richard Schiff) admira a iluminação do animatrônico de Tyrannosaurus rex, em O Mundo Perdido

Por mais que a capacidade de processamento dos computadores tenha evoluído nos últimos vinte anos, a iluminação realista ainda é um dos maiores desafios dos animadores de CGI. Dar ao dinossauro uma iluminação que o faça parecer natural não é fácil, e exige muito tempo de trabalho. Um problema comum que se resulta de um trabalho mal feito de iluminação é aquele em que o público percebe facilmente que o objeto em CGI não pertence ao ambiente de filmagem, mas que foi “colado” por cima da imagem, que ele não está no cenário. Isso tira do público a sensação de realismo e, frequentemente, quebra o suspense das cenas, pois deixa-se de embarcar na história do filme para se observar o caráter técnico do efeito especial mal feito. Um balde de água fria.

 

6. Falta peso

 

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Dois pés animatrônicos da Rexy, avulsos, foram feitos especialmente para esta cena de Jurassic Park

Um desafio para os animadores de CGI é dar um movimento para o dinossauro em que se tenha a noção de seu peso. Que o animal faz força para se movimentar. Que as pernas e joelhos sintam seu peso quando ele aterrissa de um salto. Nem sempre as animações conseguem este efeito.

 

7. Porque há cenas em que o resultado é perfeito

 

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Uma das melhores cenas com animatrônico da franquia, de O Mundo Perdido

Por mais que haja cenas em que o CGI nos mostra dinossauros realistas, há aquelas cenas inesquecíveis em que acreditamos que o animatrônico é um animal real. Estas cenas são memoráveis. Quem não sente isso ao olhar para o Triceratops doente, ou os movimentos de cabeça do Dilophosaurus, no primeiro filme? Ainda no primeiro filme, talvez temos o animatrônico mais realista da história do cinema, a Rexy, que ataca o Explorer (veja nos vídeos de bastidores como os movimentos dela são fluidos e orgânicos). E aquela cena sensacional, extremamente realista, em que o Tyrannosaurus rex coloca a cabeça dentro da barraca, em O Mundo Perdido? São cenas que provam que o uso de animatrônicos não é algo que deve ser descartado sem a devida reflexão.

 

8. A receita CGI + animatrônicos deu muito certo em três filmes

 

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Jurassic Park /// soube usar muito bem animatrônicos e CGI na mesma imagem

É fato que a combinação entre animatrônicos e CGI foi a receita de sucesso nos três primeiros filmes da franquia. Se considerarmos a cena do Apatosaurus moribundo, em Jurassic World, este filme também fez uso desta combinação para criar um bom resultado, que satisfaça o público e os fãs. Será que essa receita deve ser abandonada?

 

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